Poluentes atmosféricos

No que se refere a poluentes atmosféricos associados à saúde, algumas variáveis são importante como: material particulado, especialmente o particulado fino (2.5 micra-metro), e a espessura óptica do aerossol (AOT).

A seguir são descritas as principais características dos poluentes e seus efeitos a saúde:

Material particulado fino (PM2.5)

São partículas de material sólido ou líquido suspenso no ar, na forma de poeira, aerossol, fumaça, entre outras, que podem permanecer no ar e percorrer longas distâncias, o seu tamanho é da faixa de ≤ 2,5 micra-metro.

Sua produção se dá principalmente nos processos de queima de biomassa, queimas de combustíveis fósseis em combustão de origem veicular e industrial, ressuspensão de poeira, entre outros.

Também pode se formar a partir dos gases precursores emitidos como dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx=NO2+NO) e compostos orgânicos voláteis (COVs), que reagem na atmosfera dando origem ao material particulado secundário.

As partículas do material particulado fino são facilmente inaláveis e penetram mais profundamente no trato respiratório causando os maiores danos à saúde humana como doenças respiratórias e cardiovasculares, uma vez que se instalam nas regiões mais profundas do pulmão (alvéolos pulmonares e bronquíolos).

Espessura óptica do aerossol (AOT)

A espessura óptica do aerossol é utilizada para quantificar a atenuação da radiação na atmosfera, sendo uma variável adimensional.

Ela indica a quantidade de material absorvedor e espalhador opticamente ativos encontrados no caminho atravessado pelo feixe de radiação (ECHER et al., 2001).

Desse modo, maiores valores de espessura óptica estão associados com uma maior quantidade de aerossóis na atmosfera no caminho atravessado pelo feixe de luz, da mesma forma, valores de espessura ópticas menores indicam uma atmosfera limpa (menor quantidade de aerossóis na atmosfera).

Impactos na saúde

Malefícios para a saúde

A exposição ao material particulado fino/fumaça (PM2.5) decorrente das queimadas além de prejudicar o bem-estar público ocasionando restrições na visibilidade, agrava a qualidade do ar nas áreas afetadas e causa efeitos graves na saúde como doenças do aparelho respiratório (falta de ar e asma), cardiovascular (isquemia, arritmia e infarto do miocárdio), além de uma variedade de outros problemas de saúde significativos, principalmente em crianças e idosos.

Regulamentação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o limite aceitável da concentração média diária (24 horas) de PM2.5 não pode ultrapassar os níveis de exposição de 25 mg/m3.

No Brasil, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), pela Resolução N°491 de 19/11/2018, estabeleceu padrões de qualidade do ar, de modo que, concentrações de poluentes atmosféricos que ultrapassarem os limites poderão afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora e à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral.