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Perguntas Frequentes

1. Em qual contexto os dados de queimadas do INPE são úteis?

O monitoramento de queimadas e incêndios florestais em imagens de satélites é particularmente útil para regiões remotas sem meios intensivos e locais de acompanhamento, condição esta que representa a situação geral do País. Para uma área com torres de observação guarnecidas continuamente e mantendo comunicação direta com brigadas de combate de fogo, os dados de satélite têm interesse marginal.

2. Que produtos este sistema de queimadas/incêndios do INPE oferece?

São centenas os produtos gerados e distribuídos diariamente, como p.ex.: coordenadas geográficas dos focos, alertas por e-mail de ocorrências em áreas de interesse especial, risco de fogo, estimativas de concentração de fumaça, mapeamento de áreas queimadas, etc. Veja a relação dos mais recomendados na página de apresentação geral.

Sugestão: inscreva-se para receber por e-mail os alertas de queimadas em Unidades de Conservação e os relatórios de queimadas, preenchendo o cadastro.

3. Os produtos de Queimadas do INPE têm algum custo?

Não, todos os dados e produtos são divulgados na internet pelo INPE sem custo para o usuário, cerca de três horas após sua geração; é claro que para o usuário há o custo do provedor de internet ou do uso da linha telefônica. Para usuários que necessitam dados com mais rapidez e confiabilidade, e produtos especialmente desenvolvidos, é feito contrato de fornecimento específico com custo a ser definido individualmente - parea mais informações escreva a queimadas@inpe.br.

4. O INPE pode atuar junto a quem faz uma queimada?

Não. O INPE não tem atribuições para fiscalizar, controlar e combater o uso do fogo no País, e nem de punir os infratores. Dentro de suas atribuições o INPE, por meio do seu Programa Queimada, procura gerar o maior número possível de dados relacionados ao uso do fogo na vegetação para que o governo e a sociedade se beneficiem das informações geradas. Veja nossa página de links para mais informações.

5. O que o INPE faz com os dados de queimadas?

Os dados gerados são distribuídos de duas maneiras: para o público em geral, todos os dados e produtos ficam disponíveis para acesso livre na internet cerca de três horas após sua geração; para usuários especiais com necessidades operacionais, a distribuição é imediata à sua geração, mediante contrato específico - nestes casos, favor contatar: queimadas@inpe.br.

6. Quais satélites são usados e onde são recebidas e processadas as imagens?

São utilizados todos os satélites que possuem sensores óticos operando na faixa termal-média de 4um e que o INPE consegue receber. No presente (Fevereiro/2017), são processadas operacionalmente, na Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais - DSA as imagens AVHRR/3 dos satélites polares NOAA-15, NOAA-18, NOAA-19 e METOP-B, as MODIS dos NASA TERRA e AQUA, as VIIRS do NPP-Suomi, e as imagens dos satélites geoestacionários, GOES-13 e MSG-3. Cada satélite de órbita polar produz pelo menos dois conjuntos de imagens por dia, e os geoestacioários geram várias imagens por hora, sendo que no total o INPE processa mais de 200 imagens por dia especificamente para detectar focos de queima da vegetação. Ainda em 2017 espera-se incluir a recepção das imagens dos satélites chineses polares Fenyun e geoestacionário NOAA-GOES-16. As recepções são feitas nas estações de Cachoeira Paulista, SP (próximo à divisa com o RJ) e de Cuiabá, MT.

7. O que é o "satélite de referência"?

É o satélite cujos dados diários de focos detectados são usados para compor a série temporal ao longo dos anos e assim permitir a análise de tendências nos números de focos para mesmas regiões e entre regiões em períodos de interesse. De 01/junho/1998 a 03/julho/2002 foi utilizado o NOAA-12 (sensor AVHRR, passagem no final da tarde), e a partir de então o AQUA_M-T (sensor MODIS, passagem no início da tarde); adicionalmente, para inúmeros estados a série existe desde 1992.

Mesmo indicando uma fração do número real de focos (de queimadas e incêndios florestais), por usarem o mesmo método e o mesmo horário de imageamento ao longo dos anos, os resultados do "satélite de referência" permitem analisar as tendências espaciais e temporais dos focos. Ver por exemplo os mapas mensais e as anomalias de focos em: Mapas e Animações, utilizando todos os focos de todas as imagens de todos os satélites.

Quando o satélite AQUA deixar de operar, o que é esperado pois ultrapassou em muito sua vida útil prevista, o satélite de referência passará a ser o NPP-SUOMI (Sensor VIIRS) da NASA+NOAA_DoD dos EUA, lançado em outubro/2011, utilizado no monitoramento de focos pelo INPE desde 2012. A compatibilidade entre as séries será então ajustada cautelosamente, pois o VIIRS detecta até ~10 vezes mais focos que o MODIS. A série de satélites NOAA-AVHRR foi substituída pela NPP; embora a série METOP (a partir de 2006) também use o AVHRR, sua operacionalidade tem sido limitada e deverá ser encerrada no 3o. satélite da série (previsto para 2018), o que restringe seu uso como referência no monitoramento. Os dados dos satélites geoestacionários não são considerados como referência devido ao tamanho muito maior de seus píxeis e a instabilidades em sua rotina operacional (no caso GOES).

Os dados de focos de referência divulgados pelo INPE coincidem com o conjunto de focos da NASA e da Universidade de Maryland (UMD) dos EUA denominada "Collection 5", que os produzem para todo o planeta. Em 2016 ela foi substituída pela "Collection 6", e o INPE fará o mesmo com sua base de dados no mês de Março/2017. Estas substituições de toda a base de focos, que exigem o reprocessamento de todas imagens, resulta da evolução dos algoritmos de extração de focos das imagens, gerando produtos finais mais confiáveis.

Até a "Collection 5" o INPE mantinha seu próprio algoritmo de detecção para imagens MODIS, gerando dados de maior confiabilidade; com a "Collection 5" esta prática tornou-se desnecessária e a coincidência dos dados INPE com os da base global da NASA e UMD favorece análises científicas.

8. Por que não são usados os satélites geoestacionários como "satélites de referência", uma vez que geram mais imagens por dia?

Motivos:

  • O satélite geoestacionário europeu (MSG-03 atualmente), por ficar na longitude de zero graus, não cobre a parte oeste do Brasil e da América do Sul, e pelo ângulo acentuado de visada apresenta píxeis (elementos de resolução da imagem) distorcidos, com mais de 07 km de largura na região leste do Brasil.

  • O satélite geoestacionário norte-americano (GOES-13 atualmente), muito bem localizado na longitude de 60 graus oeste, só passou a operar em modo regular para a América do Sul em 18/Maio/2010. Anteriormente, outros satélites GOES operaram em longitudes mais a oeste, com mais distorção dos píxeis (elementos de resolução da imagem), e de modo intermitente para a América do Sul. Além disso, com píxeis na melhor das condições tendo 4km por 4km, e a cerca de 30.000 km da superfície, as detecções são mais limitadas.

9. Que tamanho de queimada os satélites detectam?

Para os satélites de órbita polar (NOAAs a 800 km de distância, e TERRA e AQUA a 730 km), trabalhos de validação de campo indicam que uma frente de fogo com cerca de 30 m de extensão por 1 m de largura, ou maior, será detectada. Para os geoestacionários, a 25 mil km de distância, a frente precisa ter o dobro de tamanho para ser localizada.

Entretanto, como o elemento de resolução espacial (píxel) do satélite tem 1 km x 1 km ou mais, uma queimada de algumas dezenas de m2 será identificada como tendo pelo menos1 km2. Nas imagens dos satélites geoestacionários, onde o píxel tem 4km x 4km, esta pequena queimada passará a ser indicada por uma área de 16km2 ou mais. Assim, um foco de queima, que aqui é a mesma coisa que um píxel de queima, pode indicar tanto uma pequena queimada assim como várias pequenas queimadas ou uma muito grande no seu interior.

Ou seja, este sistema do INPE detecta a existência de fogo na vegetação sem ter condições de avaliar o tamanho da área que está queimando ou o tipo de vegetação afetada. Em casos com muitos píxeis de queima juntos, e com a presença de uma nuvem de fumaça grande, pode-se inferir que a queimada terá a dimensão dos píxeis de queima detectados.

A estimativa da área queimada é feita quinzenalmente por um outro sistema que está fase final de testes e que será incluído nestas páginas durante 2007.

10. Cada foco corresponde a uma Queimada?

A relação foco x queimada não é direta nas imagens de satélite. Um foco indica a existência de fogo em um elemento de resolução da imagem (píxel), que varia de 1 km x 1 km até 5 km x 4 km. Neste píxel pode haver uma ou várias queimadas distintas que a indicação será de um único foco. E se uma queimada for muito extensa, ela será detectada em alguns píxeis vizinhos, ou seja, vários focos estarão associados a uma única grande queimada. Ainda, é comum uma mesma queimada ser detectada por vários satélites. Portanto, os mapas e tabelas que apresentam todos os focos de todos os satélites sempre terão algumas repetições. Adicionalmente, em muitos casos, pela variação natural do tamanho dos píxeis entre os vários satélites, uma mesma queimada poderá ser indicada em locais com distância de alguns km conforme o satélite que a detectou.

Este sistema de Queimadas do INPE detecta a ocorrência de fogo, dado por si só extremamente importante e válido, e necessário para milhares de usuários deste sistema do INPE. Detalhes precisos do que está queimando e quanto queimou são informações impossíveis de se obter com os sensores atuais.

Por último, considerando o modo regular de detecção e utilizando-se um único satélite como referência pode-se constatar tendências espaciais e temporais nas ocorrências de fogo.

11. Quais queimadas não são detectadas? (Por que a queimada que eu vi não foi detectada?)

As seguintes condições impedem ou prejudicam muito a detecção das queimadas:

  • Frentes de fogo com menos de 30 m;

  • Fogo apenas no chão de uma floresta densa, sem afetar a copa das árvores;

  • Nuvens cobrindo a região (atenção - nuvens de fumaça não atrapalham!);

  • Queimada de pequena duração, ocorrendo entre as imagens disponíveis;

  • Fogo em uma encosta de montanha, enquanto que o satélite só observou o outro lado;

  • Imprecisão na localização do foco de queima, que no melhor caso é de cerca de 1 km, mas podendo chegar a 6 km.

12. Quando os dados de queimadas das imagens de satélites são atualizados?

Para os dados apresentados nestas páginas internet, a atualização ocorre nos seguintes horários: 04h30min, 10h30min, 13h30min, 16h30min, 19h30min, 21h30min e 23h30min (hora de Brasília).

Os emails de alerta informando focos detectados em áreas de monitoramento especial, como Unidades de Conservação, são enviados 6 vezes ao dia, ou em forma de resumo diário à s 23h30min (hora de Brasília) conforme a definição de cada usuário. Os relatórios em formato pdf enviados por email contendo os produtos escolhidos por cada usuário são compostos e enviados durante a madrugada. Os mapas de risco de fogo são atualizados em torno da meia-noite e os mapas de concentração de fumaça são renovados de três em três horas. A imagem mostrando as nuvens é sempre a mais recente, com no máximo ½ hora de atraso.

Para os usuários especiais que mantêm convênio ou contrato com o INPE, as coordenadas dos focos detectados são liberadas para acesso ftp imediatamente após seu recebimento e processamento.

13. Qual o princípio físico da detecção de queimadas?

Um material em chamas emite energia principalmente na faixa termal-média de 3, 7um a 4.1um do espectro ótico. Utilizam-se as imagens que tenham esta faixa característica e nelas selecionam-se os píxeis (elementos de resolução) com maior temperatura, em geral saturando o sensor. Para mais detalhes abra este documento. 

14. Qual o algoritmo (método) usado para detectar uma queimada?

Cada tipo de sensor possui seu próprio algoritmo. Veja a descrição individual para o método AVHRR, método MODIS, e método Imager.

15. Qual o erro na localização dos focos de queimadas apresentados?

Trabalhos de validação indicam que o erro na média é ~400 m, com desvio padrão de ~3 km; cerca de 80% dos focos estão em um raio de 01 km das coordenadas indicadas.

16. Como obter comparações de queimadas ao longo dos meses e anos?

A primeira possibilidade para obter apenas as quantidades de focos, é por meio da opção "Situação atual". Nesta página as comparações são feitas com dados do "satélite referência" ao longo dos últimos 7 anos. Se o interesse for o total de ocorrências (opção não válida para comparações temporais), a opção será o Banco de Dados de Queimadas. Ver também a pergunta a seguir.

17. Como gerar dados para fazer comparações de queimadas ao longo dos meses e anos?

Além da primeira opção (pergunta 15 acima) existe a opção pelo Banco de Dados de Queimadas, que também permite ver os focos em um mapa e obter as coordenadas dos focos.

  • Entre na página internet do Banco de Dados de Queimadas, www.inpe.br/queimadas/bdqueimadas.

  • Nas opções da margem esquerda, nas duas primeiras janelinhas selecione o período de interesse. Não ultrapasse períodos de um ano.

  • Nas opções da margem esquerda, na terceira janelinha selecione "todos" para obter totais por estado, ou selecione apenas um estado para obter dados do município deste estado.

  • Nas opções da margem esquerda, na quarta janelinha selecione o "satélite referência" para comparações ao longo dos anos. Se o interesse for o total de ocorrências, escolha "todos" (opção não válida para comparações temporais).

  • Aperte o botão "Histograma" na linha cor salmão, um pouco abaixo, e aguarde a apresentação dos dados.

  • Para ver os focos do período selecionado, pressione o botão Consultar logo abaixo.

  • Para baixar os dados dos focos selecionados, use a opção "Exportar Focos" logo abaixo da moldura do mapa.

Este Banco de Dados também permite que você baixe as coordenadas dos focos para uso em seu próprio sistema de informações geográficas, em planilhas Excel ou no padrão das imagens e mapas Google.

18. É possível transferir e usar em um SIG qualquer os focos detectados pelo INPE?

Sim, e sem nenhum custo. As coordenadas geográficas dos focos atuais e do passado, bem como dados adicionais estão disponíveis em formato texto (ASCII), "shape" (.shp) padrão Google (.kmz), tanto para os focos em geral no Banco de Dados de Queimadas como para os detectados apenas nas Unidades de Conservação. Siga as instruções do item 15 logo acima.

19. Como ver os focos de queimadas diretamente no GoogleEarth?

Muito simples: é só entrar na  página específica de videoaula GoogleEarth que ensina passo a passo a fazer esta visualização, e que também permite extrair as coordenadas geográficas dos focos no padrão .kml e .kmz.

20. Desde quando o INPE faz este trabalho de detecção de queimadas?

Este sistema teve início em meados de 1986 durante um experimento de campo conjunto entre pesquisadores do INPE e da NASA, ele vem evoluindo continuamente desde 1987 quando passou a operar operacionalmente. Ele foi particularmente aperfeiçoado a partir de 1998 mediante apoio do programa nacional Proarco no Ibama criado para controlar as queimadas e o desmatamento no arco do desmatamento da Amazônia com recursos do Ministério do Meio Ambiente.

21. Quem paga este trabalho de monitorar queimadas? Quanto ele custa?

O custo é pago quase que integralmente com recursos do governo federal. Atualmente, a Ação Queimadas No. 20V9-2 , do Plano PluriAnual 0503 do Ministério do Meio Ambiente, transfere cerca de R$ 1, 1 milhão/ano ao INPE para a operação e aperfeiçoamento deste sistema, sendo ~R$ 0, 9 milhão na categoria Custeio e ~R$ 0, 2 milhão em Capital. Quase todo Custeio é gasto no pagamento de integrantes da equipe, que não são funcionários públicos; o valor de Capital é para compra de equipamentos de recepção e processamento de imagens dos satélites usados no monitoramento. O INPE contribui com cerca de duas vezes o valor da Ação quando considerados os funcionários de carreira, o uso de equipamentos como estações de recepção, supercomputador, equipes de suporte, pesquisadores, etc.

22. Quantas pessoas trabalham para gerar os produtos de queimadas?

A equipe fixa tem um pesquisador com nível de doutorado que a coordena. Os produtos de satélites geoestacionários, de risco de fogo, de área queimada, e do Banco de Dados, cada um tem um técnico com MSc dedicado. Um analista com MSc cuida das melhorias no programa de extração de focos nas imagens NOAA, e outro analista mantém as páginas internet. Uma analista e um técnico estão desenvolvendo e implementando a página de queimadas no novo sistema Sigma. Vários engneheiros, técnicos e operadores controlam as estações receptoras e os computadores de processamento. Para mais detalhes, veja a relação da equipe.

23. Como é obtido o Risco de Queima da vegetação? E as previsões deste risco?

O risco é calculado essencialmente pelo histórico da precipitação nos últimos 120 dias. Dados da temperatura máxima do ar e da umidade relativa do ar mínima, bem como o tipo de vegetação e a ocorrência de focos são também considerados. Veja a descrição detalhada dométodo no documento deste link, e também as modificações do risco que ocorreram no passado.

24. Como é calculada a concentração e a dispersão das emissões das queimadas?

As emissões são obtidas cruzando-se a ocorrência dos focos detectados por satélites com o tipo de vegetação. As concentrações e a dispersão são produzidas a partir das condições meteorológicas presentes e futuras, por meio do modelo CATT-BRAMS no CPTEC, conforme descrito no seguinte documento.

25. Qual a tecnologia de informática usada na apresentação dos focos e mapas nesta página?

Para a apresentação dos mapas foram inplementadas funções em Java utilizando o MapServer, que é um software de desenvolvimento, de código-fonte aberto, para a elaboração de aplicações espaciais na internet.

26. Qual a tecnologia de informática usada no BDQueimadas?

Os Bancos de Dados de Queimadas em Geral, das Unidades de Conservação e dos Municípios Críticos, é gerenciado pelo SGBD MySQL e sua consulta/visualização é feita usando a tecnologia TerraWeb/TerraLib desenvolvida pela Divisão de Processamento de Imagens do INPE, DPI.

27. Onde encontrar informações para um trabalho escolar sobre queimadas?

Além das inúmeras páginas com textos, figuras e dados deste sistema do INPE, consultar a página internet com mais de 400 links e centenas de fotos de satélites sobre este tema.

28. Existem publicações técnicas sobre este monitoramento de queimadas?

Dezenas de trabalhos envolvendo este sistema do INPE já foram publicados - consultar a seguinte página internet para a relação das publicações e seu acesso em formato pdf.

29. O que fazer para receber relatórios diários e alertas de focos em uma área de meu interesse?

Basta que você se cadastre no portal em "Receber por e-mail" que lhe permite configurar alguns produtos que podem ser enviados diariamente.

30. A quem recorrer para denunciar queimadas?

São várias as opções, como: Bombeiros, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, IBAMA, Prefeitura, e Instituto Florestal. Para maiores detalhes, consulte a seguinte página internet que preparamos.

31. Existe legislação referente a queimadas?

As queimadas são em princípio proibidas pelas legislações federal, estaduais e municipais, e para facilitar sua pesquisa preparamos a seguinte página com links de legislação sobre queimadas.

32. Por que se queima tanto?

No Brasil, assim como na América do Sul, a quase totalidade das queimadas é causada pelo Homem, por razões muito variadas: limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos, colheita manual de cana-de-açúcar, vandalismo, balões de São João, disputas fundiárias, protestos sociais, e etc. Com mais de 300.000 queimadas e nuvens de fumaça cobrindo milhões de km2 detectadas anualmente através de satélites, o País ocupa o 5º lugar entre os países poluidores, e também devastando anualmente em média cerca de 15 mil km2/ano de florestas naturais.

José Bonifácio de Andrada e Silva, em ~1820, resumiu as razões para as nossas queimadas e desmatamentos: "ignorância, associada à preguiça e má fé". Nos dias de hoje, em que todos sabem dos efeitos negativos das queimadas, temos apenas de inverter a ordem dos motivos para: má fé, associada à preguiça e ignorância.

33. Quais são os efeitos das queimadas?

No contexto local, as queimadas destroem a fauna e flora, empobrecem o solo, reduzem a penetração de água no subsolo, e em muitos casos causam mortes, acidentes e perda de propriedades. No âmbito regional, causam poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação e transportes; elas também alteram, ou mesmo destroem ecossistemas. E do ponto de vista global, as queimadas são associadas com modificações da composição química da atmosfera, e mesmo do clima do planeta; neste último contexto, as maiores contribuições do Brasil provêem das queimadas. É também importante lembrar que as queimadas são parte integrante e necessária de alguns ecossistemas onde ocorrem naturalmente devido a raios, como no Cerrado, mas apenas umas duas vezes por década nas estações de transição, e não tão frequentemente e no período de estiagem como se constata. Veja nossa página de "links" para centenas de páginas Internet relacionadas a queimadas no Brasil.

34. As queimadas no Brasil estão aumentando ou diminuindo?

Nos últimos anos, 2004 foi o que apresentou maior número de queimadas, observando-se redução progressiva em 2005 e 2006. 2006 foi marcado pela redução do número de detecções feitas com satélites, principalmente devido à diminuição do desmatamento na Amazônia. Veja o gráfico que preparamos para melhor esclarecimento sobre este tema.

35. O que foi desenvolvido no passado e o que está sendo feito para o futuro neste sistema do INPE?

Este sistema de Queimadas vem evoluindo continuamente desde a década de 1980 em função da relevância ambiental do tema, e do avanço das tecnologias de satélites, geoprocessamento e informática. As principais etapas do passado estão relacionadas nesta tabela, e osplanos futuros neste outro link.

36. Como fazer para referenciar o uso dos dados de queimadas do INPE?

Basta citar a página internet deste sistema, INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, 2011. Portal do Monitoramento de Queimadas e Incêndios. Disponível em http://www.inpe.br/queimadas. Acesso em: 22/06/2011.

37. Como posso ajudar o INPE neste trabalho para monitorar as queimadas?

De várias maneiras. Uma delas é nos informar quando você confirmar no nosso sistema uma queimada que observou (ou então que não a encontrou na nossa base de dados) pois assim teremos condições de melhorar nosso método de monitoramento. Outra é mandando seu trabalho ou texto sobre queimadas para que o coloquemos na nossa página de recomendações e assim beneficiar outras pessoas preocupadas com esta prática lastimável que é o uso descontrolado e desnecessário do fogo na vegetação.

38. Por que houve redução de focos nas imagens, a partir de 09/Agosto/2007?

Em 09/agosto/2007, após 16 anos de operação contínua, foi desativado o satélite NOAA-12, cujas imagens no final da tarde usávamos para fazer as comparações dos números de queimadas entre anos diferentes.

A partir desta data passamos a usar o NOAA-15, cujo sensor AVHRR tem características diferentes das do NOAA-12, o que causou redução no número de detecções. Esta redução não está relacionada com qualquer variação real nas ocorrências de focos.

Estamos fazendo reprocessamento das imagens NOAA-15 desde 09/agosto para tornar compatíveis os dois conjuntos de dados. Até que esta etapa seja concluída, não faz sentido compararmos os dados NOAA-15 de 2007 com os anteriores do NOAA-12.

Adendo em 02/Outubro/2008

A partir de 01/outubro/2008 houve alteração no modo de processamento automático das imagens AVHRR/NOAA-15 utilizadas na detecção operacional de queimadas feita pelo INPE.

Como consequência, desta data em diante o número de focos de queima de vegetação detectados por imagem aumentou significativamente, em pelo menos cerca de duas vezes com relação aos totais detectados anteriormente. Apesar de mais numerosas, todas as detecções de focos feitas nas imagens AVHRR/NOAA-15 continuam, em princípio, correspondendo a eventos reais.

Esta alteração em 01/outubro/2008 decorreu da necessidade de tornar os números de focos detectados nas imagens NOAA-15 compatíveis com a série das imagens do satélite de referência de queimadas anterior, o NOAA-12, quando da sua desativação em 09/agosto/2007 pela NOAA/USA após 16 anos de uso contínuo.

Devido a limitações nas antenas do satélite NOAA-15, suas imagens apresentavam (e apresentam) qualidade inferior às do NOAA-12. Neste contexto, o algoritmo de detecção automática de focos usado até 30/setembro/2008 com o NOAA-15 tinha filtros mais restritos para evitar que ruídos nas imagens fossem classificados como focos de queima. Como consequência, o algoritmo também desprezava muitos casos de focos reais, cuja característica era semelhante à dos ruídos.

Recentemente, foi concluído no INPE um aplicativo que permite a remoção das linhas com ruídos nas imagens, mediante intervenção visual e manual dos operadores do sistema de queimadas. Com esta atuação dos operadores, os filtros do algoritmo de detecção automática foram modificados para valores menos restritivos, com resultados de detecção equivalentes ao que havia com as imagens do NOAA-12 até 09/Agosto/2007.

O reprocessamento das imagens AVHRR/NOAA-15 para o período de 09/agosto/2007 a 30/Setembro/2008 foi iniciado no INPE, com o objetivo de melhorar a série temporal do "satélite de referência", que permite estudos e comparações da evolução do número de focos de queima de vegetação ao longo dos anos.

As alterações do reprocessamento serção informadas nas mesmas páginas internet onde já consta desde 09/agosto/2007 o aviso da limitação das imagens NOAA-15.